Em um cenário fitossanitário desafiador, a nutrição vegetal deixa de ser apenas “comida” para a planta e se torna uma ferramenta estratégica de defesa. Saiba como blindar seu pomar e garantir qualidade final.
A citricultura moderna enfrenta uma tempestade perfeita: a pressão biológica de doenças devastadoras como o Greening (HLB) e o Cancro Cítrico, somada à exigência do mercado por frutos mais doces (alto Brix) e com mais suco.
Para o produtor, o desafio é duplo: manter a planta viva e produtiva, e entregar qualidade na indústria ou mesa. Na FertiQuímica, acreditamos que um pomar bem nutrido é um pomar resiliente. Abaixo, detalhamos como o manejo nutricional atua nessas três frentes.
1. Greening (HLB): A Estratégia da “Nutrição de Convivência”
O Greening é, sem dúvida, o maior inimigo da citricultura atual. Causado por uma bactéria que entope os vasos do floema, ele impede que os nutrientes desçam das folhas para as raízes, matando a planta por inanição.
Embora o controle do psilídeo seja fundamental, a nutrição desempenha um papel vital na mitigação dos sintomas. O objetivo é nutrir a planta “de cima para baixo” e estimular rotas de defesa.
- Desbloqueio Vascular: Nutrientes como Manganês (Mn), Zinco (Zn) e Boro (B), aplicados via foliar, são cruciais. Eles ajudam a manter o fluxo de seiva e reduzem o estresse oxidativo causado pela bactéria.
- Renovação Radicular: O uso de enraizadores e bioestimulantes no solo ajuda a planta a emitir novas raízes, compensando aquelas perdidas pela doença.
2. Cancro Cítrico: Fortalecendo a Barreira Física
Diferente do Greening, o Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas, que entra na planta através de ferimentos ou aberturas naturais. A melhor defesa nutricional aqui é a estrutural.
Imagine a casca do fruto e a folha como a “pele” da planta. Quanto mais resistente essa pele, mais difícil é a entrada da doença.
- O Binômio Cálcio-Boro: O Cálcio (Ca) é o “cimento” da parede celular, enquanto o Boro (B) ajuda a fixar esse cálcio. Um fornecimento adequado desses elementos cria tecidos mais rígidos e elásticos, dificultando a infecção bacteriana e reduzindo a incidência de lesões onde o patógeno poderia entrar.
- Cobre (Cu): Além de ser um nutriente essencial para a lignificação (endurecimento dos tecidos), o Cobre atua como um potente bactericida de contato, sendo indispensável no manejo preventivo.
3. Aumentando o Brix (Doçura e Rendimento Industrial)
Se a defesa garante a sobrevivência, o Brix garante a rentabilidade. O teor de sólidos solúveis (açúcares) é o resultado direto da eficiência da fotossíntese e do transporte de energia.
Muitos produtores focam apenas na maturação, mas o Brix se constrói durante todo o enchimento do fruto.
- Potássio (K): É o nutriente do transporte. Ele é responsável por carregar os açúcares produzidos nas folhas para dentro do fruto. Sem Potássio, o açúcar fica na folha e o fruto fica “aguado”.
- Magnésio (Mg): O centro da clorofila. Sem Magnésio, não há fotossíntese eficiente, e sem fotossíntese, não há açúcar para ser transportado.
- Maturação Uniforme: O equilíbrio entre Nitrogênio e Potássio na reta final é decisivo. O excesso de Nitrogênio tardio pode reduzir o Brix e deixar a casca grossa e verde, prejudicando a qualidade.
Conclusão: O Equilíbrio FertiQuímica
Não existe “bala de prata” na citricultura, mas existe manejo inteligente. Combater doenças e aumentar a qualidade exige uma abordagem integrada onde a nutrição atua como pilar de sustentação.
As soluções da FertiQuímica são desenvolvidas para fornecer alta absorção foliar e radicular, garantindo que:
- A planta tenha energia para ativar seus sistemas de defesa.
- A parede celular seja uma barreira física robusta.
- O transporte de açúcares seja maximizado para a colheita.
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